segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Descobertas

Um ano e quatro meses. Parece que há cinco minutos eu estava na sala de espera da maternidade e abro os olhos e vejo o Arthur andando, fazendo manha e falando um montão de coisas. Cada dia que o vejo, ou pego ele para ficar comigo no final de semana, vejo as coisas novas que ele está aprendendo e me dá um aperto no coração de não estar perto todos os dias para acompanhar isso e até ensinar também. Este é um problema, mas para estar mais perto é necessário superar outros.

Como participar minimamente disso? Na minha opinião, a melhor forma é manter o diálogo com a mãe. É fácil isso? Para mim não, mas em nome de participar do crescimento do meu filho, eu faço ser. A indiferença quanto a ela, que seria para mim muito mais simples, prejudica a mim e a ele. Não é o caminho. A raiva e o ódio também não levam a nada. Não há mais mágoa então? Há sim, claro, mas as deixo guardadas e lugar seguro enquanto não resolvem ir embora sozinhas para que isso não tenha efeito no que é o mais importante pra mim, o Arthur.

Conversar com ela sobre a melhor forma de criá-lo e educá-lo ainda é a melhor maneira de participar de tudo. Claro que a opção de não estar lá perto dele foi minha, então devo arcar com as consequências. Se não posso estar lá, fui eu quem quis assim, então vamos ver como é a melhor forma de fazer à distância.

Ele mesmo se encarrega de me deixar atualizado. Quando chega em casa começa logo a falar palavras diferentes, a fazer gracinhas que eu ainda não tinha visto. Ou seja, ele é muito, mas muito mais esperto do que podemos imaginar. Ele sabe que mesmo não estando presente, meu pensamento e meu coração estão com ele o tempo todo.

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